As Suraras do Tapajós, primeiro grupo de carimbó do Brasil formado exclusivamente por mulheres indígenas, realizam dois shows gratuitos, em setembro, em João Pessoa: nos dias 19 (Festival Alumiô) e 21 (Vila do Porto). Atividades paralelas, como oficinas e feira de artesanato indígena, também estão na programação.
“Suraras do Tapajós – Mulheres Indígenas, a Voz da Resistência”, é maior projeto de circulação que o grupo já realizou, carrega o simbolismo de estrear em uma data que congrega duas importantes celebrações para as artistas e ativistas: o Dia dos Povos Indígenas e os oito anos que o grupo se consolidou como uma das principais referências da música indígena contemporânea no Brasil.
De Alter do Chão, em Santarém, território do povo Borari, as paraenses marcam presença em um ritmo tradicionalmente executado por homens e, de forma subversiva, amplificam suas lutas pelo protagonismo feminino e indígena na defesa dos territórios da floresta.
Depois de uma turnê pelo Canadá em julho, de giro pela Europa, no ano passado, alcançando países como França, Portugal e Finlândia, e de integrar a programação da COP30, em Belém, as Suraras estreiam esta turnê aprovada na Seleção Petrobras Cultural, com patrocínio da Petrobras, realização do Ministério da Cultura e recursos da Lei Rouanet. A produção é da Alter do Som.
Em cena, as Suraras utilizam instrumentos como curimbós, maracas feitas de cuia, banjo e violão. E apresentam arranjos vocais que seguem a tradição do gênero, com alternância entre solista e coro. Além de Val Munduruku, as Suraras são Adelina Borari, do povo Bor Borari, graduanda em Arqueologia, ativista, artivista, compositora, maraqueira, backing vocal; Carol Pedroso, do povo Borari, integrante da Associação e Grupo de Carimbó, ativista, secretária, coordenadora executiva do musical, cantora e compositora, acadêmica de Gestão Ambiental pela UFOPA; Estefane Galvão, ativista socioambiental, produtora sociocultural, graduanda em Gestão Ambiental e banjista. Jaciara Borari, do povo Borari, percussionista/curimbozeira e diretora executiva da Associação e do grupo musical, comunicadora, fotógrafa, produtora artística, ativista socioambiental, Keissiane Borari, Borari, administradora, compositora, artista e ativista ambiental, curimbozeira, produtora executiva do musical; Leila Borari, Borari, turismóloga, ativista socioambiental, empreendedora, musicista, produtora cultural; Marina Arapiun, ativista, pedagoga, maraqueira, dançarina de carimbó e backing vocal; e Samara Borari, Borari, dançarina, curimbozeira e graduanda em Fisioterapia, diretora de Cultura e Patrimônio na Associação de Mulheres Indígenas Suraras do Tapajós. As informações e inscrições estão disponíveis em @surarasdotapajos.
Serviço
“Suraras do Tapajós – Mulheres Indígenas, a Voz da Resistência”
Show 1:
Local: Festival Alumiô – @alumiopb
Endereço: Praça Antenor Navarro – Varadouro
Data: 19/09/2026 (sábado), às 18h30
Entrada gratuita
Show 2:
Local: Ressaca do Festival – Abertura do Samba – Vila do Porto
Endereço: Praça São Frei Pedro Gonçalves, nº 8, Varadouro
Data: 21/09/2026 (segunda-feira), às 19h
Entrada gratuita
Atividades paralelas:
Inscrições gratuitas e informações em @surarasdotapajos
Oficina de carimbó:
Local: Vila do Porto
Data: 20/09
Oficina de moda consciente:
Local: Vila do Porto
Data: 20/09
Oficina de técnico de som:
Local: Vila do Porto
Data: 20/09
Roda de conversa:
Local: Vila do Porto
Data: 20/09
