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Home»Destaques»Rafaela Pimenta, a super agente que representa Erling Haaland
Destaques

Rafaela Pimenta, a super agente que representa Erling Haaland

6 de julho de 20263 minutos de leitura
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rafaela pimenta
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Rafaela Pimenta nunca marcou um gol nem comandou uma equipe à beira do campo. No entanto, aos 53 anos, ela é a única representante do mundo do futebol na lista “50 Over 50” da revista Forbes para 2026.

Todos os anos, a Forbes publica esta lista global de 50 mulheres que alcançaram posições de relevância e influência, tornando-se líderes em seus respectivos campos.

Na edição deste ano, a brasileira divide os holofotes com figuras como a atriz Penélope Cruz e a Reverenda Sarah Mullally, a primeira mulher a ocupar o cargo de Arcebispa de Canterbury.

Pimenta dirige a Tatica, uma agência de representação esportiva de elite sediada em Mônaco, onde reside atualmente.

Seu impressionante portfólio de clientes inclui o astro norueguês Erling Haaland, que enfrentará o Brasil neste domingo, nas oitavas de final da Copa do Mundo.

Como a primeira mulher a se tornar uma “superagente” do futebol, a brasileira exerce enorme influência nos bastidores de um esporte historicamente dominado por homens.

Ao longo de sua carreira, ele liderou algumas das operações mais importantes do futebol mundial.

Em 2022, ele recebeu o prêmio de Melhor Contratação do Ano no Globe Soccer Awards após intermediar a transferência de Haaland para o Manchester City.

Em 2026, Pimenta também liderou a renovação do contrato do jogador norueguês com o clube inglês até 2034.

Além dele, ele representa o prodígio mexicano Gilberto Mora — que estreou na Copa do Mundo deste ano —, entre outras figuras proeminentes do futebol.

Apesar disso, o brasileiro insiste que não há espaço para complacência.

“Eu sempre digo: seu valor depende da sua última janela de transferências. Se cometermos um erro, se fizermos um trabalho ruim, acabou. Então, o que fizemos há 10 anos, um ano ou seis meses não importa mais. O interessante neste trabalho é que você precisa provar seu valor e ser criativo todos os dias, porque tudo está em constante mudança.”

Mas antes de se tornar agente de futebol, Pimenta trabalhou como professora universitária em São Paulo. Sua ligação com o futebol nasceu justamente ali, na sala de aula.

Em entrevista à BBC Sport em fevereiro deste ano, ele relatou como teve dificuldades para captar a atenção de seus alunos e decidiu estruturar suas aulas em torno dos aspectos contratuais do esporte, temas que lhe interessavam do ponto de vista jurídico.

Ele foi apresentado a um ex-jogador de futebol e começaram a conversar sobre as matérias que ele lecionava em sala de aula. Após várias conversas, Pimenta acabou participando de negociações para pessoas interessadas em ingressar em clubes de futebol no Brasil.

Mais tarde, ele começou a trabalhar com agentes que buscavam trazer jogadores para o Brasil ou levá-los para o exterior.

“Eu me sentia muito atraído pelo mundo do futebol e pensei: ‘Vamos ver se isso funciona’. Eu não tinha certeza se daria certo, porque os tempos eram diferentes e o mercado de agentes estava apenas começando, então as coisas poderiam facilmente ter dado errado.”

No entanto, nem todas as suas experiências profissionais foram positivas, especialmente no que diz respeito à desigualdade de gênero.

“Quando comecei a trabalhar nesta área, havia muito poucas mulheres em cargos de tomada de decisão. Havia Marina Granovskaia no Chelsea, mas, em geral, dava para contá-las nos dedos de uma mão.”

“Vi muitas mulheres trabalhando em clubes, desempenhando papéis importantes e participando da tomada de decisões, mas sem receber o reconhecimento que mereciam.” (Mais conteúdo no site da BBC)

 

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