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Home»Destaques»Na França: Supermercados são obrigados a doar alimentos
Destaques

Na França: Supermercados são obrigados a doar alimentos

9 de março de 20262 minutos de leitura
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Você acha uma boa ideia para o Brasil?

Você sabia que na França os supermercados são obrigados a doar os alimentos que estão em boas condições, mas que iriam para o lixo? A lei já tem dez anos e está sempre sendo atualizada. Em 2016 uma lei obrigou supermercados com mais de 400 metros quadrados a doar alimentos próprios para consumo, aumentando em até 15 por cento as doações e gerando cerca de 10 milhões de refeições adicionais por ano, provocando impacto social e ambiental.

E o país passou a ser referência mundial no combate ao desperdício de alimentos. Foi uma legislação considerada pioneira ao transformar em obrigação aquilo que antes era apenas uma escolha das redes varejistas.

A regra é clara: supermercados com área superior a 400 metros quadrados precisam doar produtos não vendidos, mas ainda adequados para consumo.

O que antes acabava no lixo agora segue para instituições de caridade. A mudança alterou a dinâmica do setor e criou uma nova rede de solidariedade que conecta empresas, organizações sociais e pessoas em situação de vulnerabilidade. Um dos principais efeitos da medida foi a diminuição do volume de resíduos enviados para aterros sanitários.

Menos alimentos descartados significam menos decomposição orgânica e menor emissão de poluentes.

A política passou a atuar em duas frentes ao mesmo tempo: segurança alimentar e sustentabilidade ambiental.

O resultado chama atenção por unir impacto social e ecológico em uma única estratégia, algo que muitos países ainda tentam estruturar.

A redução do desperdício também contribui para o uso mais eficiente de recursos naturais envolvidos na produção de alimentos, como água, energia e solo. O sucesso da legislação francesa ultrapassou fronteiras. Embora outras nações europeias ainda não tenham adotado leis idênticas, a redistribuição de alimentos desperdiçados vem ganhando apoio crescente em debates sobre sustentabilidade e segurança alimentar.Fonte: clickpetroleoegas

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