Donald Trump ameaçou impor tarifas aos países que vendem petróleo para Havana e suspendeu envio de petróleo venezuelano para a ilha
Cuba pode entrar em colapso com sanções dos EUA
Quase não há medicamentos na ilha, não há como hospitais funcionarem, comida escassa, e o que se vê é um país destruído. Na imprensa mundial notícias afirmam que a ilha entrará num colapso com a morte de inúmeros cidadãos.
O ministro da Saúde de Cuba disse que o sistema de saúde do país está à beira do colapso devido ao bloqueio imposto pelos Estados Unidos (EUA) ao fornecimento de petróleo à ilha.
Numa entrevista à agência de notícias Associated Press, José Ángel Portal Miranda alertou que as sanções dos EUA já não prejudicam apenas a economia de Cuba, mas também ameaçam a “segurança humana básica”. E completou: “Esta situação pode colocar vidas em risco”.
Os serviços de cardiologia, ortopedia, oncologia e tratamento de doentes em estado crítico que necessitam de energia elétrica de reserva estão entre as áreas mais impactadas.
Os tratamentos para doenças renais e os serviços de ambulância de emergência também foram adicionados à lista de serviços afetados, acrescentou Portal.
São cinco milhões de pessoas em Cuba com doenças crônicas poderão enfrentar escassez de medicamentos ou adiamento de tratamentos, incluindo radioterapia para 16 mil doentes oncológicos e quimioterapia para outros 12.400.
O Presidente norte-americano Donald Trump ameaçou impor tarifas aos países que vendem petróleo para Havana após suspender o envio de petróleo venezuelano para Cuba na sequência da captura do líder Nicolás Maduro, no início de janeiro.
O sistema de saúde de Cuba segue um modelo universal e gratuito, oferecendo clínicas locais em quase todos os quarteirões e medicamentos subsidiados pelo Estado. Mas entrou em estado de crise nos últimos anos, sobretudo desde a pandemia de covid-19.
As autoridades cubanas impuseram restrições a tecnologias que dependem mais de energia, como as tomografias computorizadas e os exames laboratoriais, obrigando os médicos a recorrer a métodos mais básicos para tratar os doentes.
“Estamos perante um cerco energético com implicações diretas para a vida dos cubanos, para a vida das famílias cubanas”, disse o ministro.
A ilha está perante uma crise humanitária, uma vez que se registam faltas generalizadas de alimentos e a falta de energia elétrica está a afetar o funcionamento dos hospitais. Fonte: Associated Press Expresso Agência Lusa








