Mulheres que resistem nas margens: Arte e gênero na Paraíba, será lançado dia 14 próximo
Madalena Zaccara é paraibana de João Pessoa, professora do Departamento de Artes Visuais da UFPE, historiadora de arte, pesquisadora e escreve sobre artes visuais há cerca de trinta anos. Junto com a co- autora Sabrina Melo, doutora em Museologia e História da Arte e professora da UFPB, lançam dia 14 de março o livro Mulheres que resistem nas margens: Arte e gênero na Paraíba, no Sesc Cabo Branco, às 10h. Madalena conversou com a jornalista Rosa Aguiar sobre o novo livro.
. A mulher foi apagada nos registros históricos em diversas áreas. Me fala de seu trabalho em relação as artes.
– Trabalhar com o apagamento da mulher no universo das artes visuais, principalmente no Nordeste, ainda é uma ação de resgate. Da memória mesmo. Em 2017 coordenei atividade semelhante em Pernambuco ( incentivada pelo Funcultura) e em 2021 publiquei mais um livro também utilizando verbetes .Foi u o produto de um pós doutorado com apoio da Capes realizado em Paris. De uma maneira geral tenho trabalhado com a história da arte do Nordeste
. Você possui um grupo de estudo sobre a mulher nas artes na Paraíba. Como ele atua?.
– Sim, atuamos no grupo de estudos Mulheres Artistas Visuais na Paraíba, projeto de extensão, que após três anos de atividades, lança o livro “Mulheres que resistem nas margens: Arte e Gênero na Paraíba. A obra se dedica a investigar, documentar e valorizar parte da trajetória das mulheres artistasvisuais que atuaram na Paraíba, com recorte temporal que se iniciana década de 1920 e se estende aos dias atuais.

. O livro tem uma versão física e digital, não é?
– Sim, o livro é ilustrado, e na versão e-book ilustrações melhor editadas. Na versão papel tivemos os limites do patrocínio e elas são em preto e branco. Tivemos acesso através da pesquisa em acervos públicos e privados..
. O livro traz a tona perfis de mulheres nas artes na Paraíba como Alena Sá, Marlene Almeida, Gina Dantas, de épocas diferentes …
– Na verdade cada perfil construído revela naturalmente novas informações. Algumas nos surpreendem. Saber da existência de um ateliê para ensino da pintura, em João Pessoa, dos anos 20, sob o comando de uma artista que foi também muito atuante no cenário artístico paraibano, é fascinante. E o caso de Amelinha Theorga, uma das artistas paraibanas mais marcantes de sua geração.
. O livro traz um reconhecimento muito importante para essas mulheres artistas…
– A história é dinâmica. O conhecimento se aprofunda. No campo artístico também. O livro contribui como fonte para pesquisadores que pode aprofundar o conhecimento sobre a obra das artistas pesquisadas, contribuindo assim para a ampliação da história da arte É um registro. Uma fonte. Para quem está perfilada no livro, ele é referência para essa e as próximas gerações ..








