Exportações brasileiras devem aumentar e novos produtos entram no país

Os presidentes do Paraguai, Santiago Peña, da Argentina, Javier Milei, do Uruguai, Yamandú Orsi, da Bolívia, Rodrigo Paz, do Panamá, José Raul Mulino, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, a presidente da Comissão Européia, Ursula von Der Leyen e o presidente do Conselho Europeu, Antônio Costa participaram do ato de assinatura do tratado econômico de livre mercado entre os países do Mercosul e a União Européia, depois de mais de vinte anos de tentativas.

Na prática, o objetivo é abrir portas aos negócios entre as partes, seguindo regras de origem, compras governamentais, comércio de serviços, barreiras técnicas, defesa comercial, entre outros, mas facilitando o processo.

92% dos produtos do Mercosul e 91% dos produtos da União Européia ficarão livres de taxação.

Alguns analistas viram como positivo para países como a Alemanha, cuja indústria não consegue competir com a China e os Estados Unidos e terá um grande mercado. O setor brasileiro que deve ser bastante beneficiado com a assinatura de livre comércio com a União Européia, formada por 27 países, entre eles França, Alemanha, Espanha, Portugal, Polônia, Suécia, Grécia, Irlanda, é o agro.

Os produtores rurais da França fizeram protesto nas ruas contra o acordo e temem a entrada de produtos brasileiros.

Durante a assinatura do tratado Mercosul e União Européia, no Paraguai, o presidente, Santiago Peña destacou a dedicação do presidente Lula ao tema: “ Sem ele, não teria acordo”, disse.

Ursula von der Leyen destacou que se “busca um comércio justo no lugar de tarifas”. O presidente Lula não pode comparecer ao Paraguai. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria , Comércio e Serviços brasileiro emitiu uma nota afirmando que “Para o Mercosul implica o acesso preferencial a União Européia, a terceira economia global, um mercado de 450 milhões de pessoas e cerca de 15% do PIB mundial.

Produtos europeus devem ter redução de preços, entre eles vinhos, azeites, queijos. Automóveis também, seguindo um programa de diminuição de taxas. Novos produtos antes não encontrados nas prateleiras do Brasil também devem aparecer.

Segundo a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, Apex, o acordo cria uma rede de comércio avaliada em US$ 22 trilhões (R$ 118,4 trilhões), com potencial de ampliar as exportações brasileiras em US$ 7 bilhões (R$ 37,7 bilhões) adicionais.