Será neste sábado, 21, às 10h30, no centro de João Pessoa.

O livro “O Tribuno – Castro Pinto e sua época”, de autoria de Flávio Ramalho de Brito, será lançado neste sábado, 21,  às 10h30, no IHGP – Instituto Histórico e Artístico Paraibano, que fica no centro de João Pessoa. O evento é uma promoção do IHGP, da Academia Paraibana de Engenharia – APENGE e Academia Paraibana de Letras.

Segundo o autor, João Pereira de Castro Pinto (1863-1944) foi um dos mais brilhantes oradores que passaram pela Câmara e pelo Senado Federal, durante o período da Primeira República (1889-1930), comumente chamada de República Velha. “Durante esse período, ele e Epitácio Pessoa foram os políticos paraibanos de maior destaque no país, no aspecto intelectual. Sendo importante ressaltar que Castro Pinto somente esteve no parlamento nacional, como deputado e senador por apenas seis anos”, afirma Flávio Ramalho.

.Desde os tempos de acadêmico de Direito, no Recife, Castro Pinto já se destacava como orador e como um dos principais líderes abolicionistas da Paraíba. Com o advento da República, Castro Pinto foi eleito deputado à primeira Assembleia Constituinte do Estado. Teve participação importante como jornalista na Paraíba, no Pará e no Espírito Santo. Foi Procurador Federal durante alguns anos e exerceu o magistério em vários Estados. Foi um dos fundadores da Academia de Letras do Pará e do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano.

O autor de “O Tribuno – Casto Pinto e sua época” fez uma intensa pesquisa sobre a vida do biografado. “Em 1912, Castro Pinto exercia o mandato de senador quando foi escolhido como candidato de conciliação para o governo da Paraíba pelos dois grupos que disputavam o poder estadual: o liderado pelo senador Álvaro Machado e o do então ministro do Supremo Tribunal, Epitácio Pessoa”.

Ele ressalta a administração inovadora de Castro Pinto no governo da Paraíba: “Ele vedou o exercício de atividades políticas pelos magistrados; determinou a extinção do acúmulo de funções remuneradas por servidores estaduais; reorganizou a Polícia, trazendo para comandá-la oficiais do Exército; combateu rigorosamente o cangaceirismo que assolava o Estado com a cumplicidade de alguns chefes políticos do interior; contratou e deixou concluídos os primeiros projetos para o saneamento da capital. Além disso, tinha como meta fundamental da sua administração a instrução pública: reorganizou o Liceu Paraibano; implantou o ensino profissionalizante; adotou o ensino noturno para os alunos que trabalhavam no período diurno; criou uma Universidade Popular, nos moldes das que existiam na Itália; incentivou o ensino da História da Paraíba nas escolas primárias.”

Flávio Ramalho de Brito oferece uma grande contribuição com o lançamento do livro. Pouco se sabe sobre o homem que dá nome ao aeroporto da Capital da Paraíba. “Apesar da sua brilhante trajetória de vida, quase nada se escreveu sobre o ex-Presidente paraibano. Um texto de uma conferência realizada na API em 1944, uma antologia dos seus discursos publicada, no início dos anos 1980, pela Câmara dos Deputados e uma plaquete, inserida, há mais de duas décadas, na série “Nomes do Século”. Nada mais. O que explica o quase total desconhecimento sobre um dos paraibanos mais ilustres”.

O autor ressalta a importância do poeta Sérgio de Castro Pinto na realização da pesquisa, como grande incentivador. O biografado é tio bisavô do poeta. (Rosa Aguiar)