Ideia é criar a Rota Turística do Café

A Associação de Turismo Rural e Cultural de Areia, Atura, e a Universidade Federal da Paraíba, campus de Areia, se uniram para realizar a retomada da produção de café no município.  Representantes das duas instituições estiveram na indústria de alimentos São Braz, na estrada de Cabedelo, com o objetivo de conseguir apoio para a ampliação do projeto de resgate dos cafezais do município.

O resgate da cafeicultura no brejo começou em 2016, e, através da Epamig – Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais, identificaram os genótipos que melhorar poderiam se adaptar na região brejeira, e foi feito o plantio das sementes, no campo experimental da UFPB. Em 2020, foram introduzidas seis variedades tradicionais.

“O propósito do projeto é resgatar o plantio do café no município e na região do brejo,  melhorar a qualidade de ensino para alunos do campus, por ser o café umas das principais commodities do mundo, e fortalecer o curso de agronomia”, informou o professor Guilherme Podestá, coordenador do projeto de Resgate da Cafeicultura no Brejo Paraibano.

A ideia proposta pela Atura foi de adquirir as mudas e plantá-las nas propriedades dos associados, fortalecendo a pesquisa, gerando receita para o campus  da UFPB e garantindo a concretização do projeto macro que é a criação da Rota do Café.

As sementes adquiridas pela Atura são certificadas. São cinco variedades do café arábica Mundo Novo, Catuaí Vermelho, Catuaí Amarelo, Catucaí Amarelo e Arara. O que está sendo plantado vai ser colhido e beneficiado em 2025 e terá início a Rota do Café, uma imersão no cultivo com visita e degustação.  A expectativa tem sido muito otimista para que o café seja um atrativo a mais em Areia.

A UFPB quer ampliar o apoio aos novos produtores, oferecendo orientação no processo de adubação,  controle de pragas, espaçamento e  uso de adubos orgânicos, e já produziu 15 mil mudas.  Leda Maria, que possui um a pousada em Areia, plantou, no sítio da família na zona rural,  500 mudas de café que ela adquiriu do campo experimental da UFPB.” Daqui a dois anos vou poder colher, beneficiar  e oferecer no café da manhã da pousada”, disse ela. Assim como Leda, outros empreendedores do município vinculados à Atura adquiriram mudas de café da UFPB e estão plantando em suas propriedades. Será criada uma rota de visitação  sobre a produção do café em Areia.