Buscar o  diferencial é muito importante

Seja uma segunda carreira ou realizar aquele sonho antigo de ter o próprio negócio. Estas são algumas das motivações dos chamados ‘empreendedores prateados’, pessoas que montam a própria empresa após os 50 anos ou aposentadoria. “Quando uma pessoa decide empreender após os 50 anos ou após se aposentar, ela já vem planejando isso há um tempo e tem mais convicção. Ao contrário do que geralmente acontece, não estão empreendendo por necessidade. Mas, para se manter ativo, ter uma renda extra ou realizar um sonho”, comenta o analista do Sebrae/PB, Antônio Felinto.

E foi pela realização pessoal que a jornalista Fátima Sousa, de 68 anos, decidiu, em 2015, empreender com artesanato, confeccionando bijuterias inspiradas na cultura africana e ancestral. Ela conta que desde criança fazia artesanato e antes de entrar para a universidade vendia os produtos para ajudar na renda. Mas, por conta das ocupações profissionais, não conseguiu continuar com o trabalho artesanal. 

“Depois que me aposentei, decidi voltar ao começo de tudo, quando eu fazia as peças por diversão. Foi um investimento em mim também, tenho tempo de participar de feiras, eventos de arte negra, que tem se mostrado muito forte o afroempreendedorismo aqui na cidade. Faço um trabalho mais voltado à cultura afro e a minha ancestralidade, trabalhando com linhas, que foi coisa que aprendi com minhas avós”, detalha a artesã.


Antônio Felinto orienta para o tamanho do mercado que ele quer atingir com o seu produto ou serviço, a taxa de crescimento e a qualidade da concorrência. “A pessoa tem que observar a taxa de crescimento desse mercado por ano, ficar atento às atualizações do perfil desse consumidor. Conhecer os produtos ou serviços da concorrência é importante, o que estão fazendo e entregando ao consumidor e como você se destacar no mercado, o diferencial do seu produto para fazer com que as pessoas escolham o seu negócio”, orienta o analista.

Para quem optar por loja física é preciso fazer um estudo da localidade e se há público ali, ver os estabelecimentos semelhantes nas proximidades e como se destacar. Se for de um negócio com venda on-line ou, por exemplo, ou delivery é preciso investir em publicidade, marketing e redes sociais.

Fátima Sousa, da loja Man’art Negra, diz que a interação com o público se dá principalmente on-line, pelas redes sociais, e aplicativo WhatsApp. “Até o momento tem dado certo e espero que continue. É uma realização pessoal, porque também estou estimulando outras mulheres negras a empreender”, revelou a artesã. Instagram: @manabiju­­_natural