Países da Europa implantam novo modelo

Em diversos países da Europa cresce a tendência de adotar quatro dias de trabalho por semana, e não mais cinco. O conceito está se tornando popular e já foi implantado em diversos países. Os que defendem um dia a mais de folga para os trabalhadores, sem prejuízo nos salários, alegam que a medida poderá diminuir as doenças ocupacionais e que não afeta na produtividade.

Acredita-se que o ser humano prolonga ou encurta uma atividade, dependendo do objetivo. Ou seja, quando o trabalhador sabe que tem oito horas para executar um trabalho e não poderá finalizar antes, ele o fará dentro desse prazo máximo. Do mesmo modo, se puder ir embora do trabalho, o fará mais rápido, otimizando processos.

A Islândia já implantou o modelo há algum tempo e considera um sucesso, com o crescimento do número de trabalhadores a aderir.  A Bélgica já anunciou que os trabalhadores poderão condensar suas horas de trabalho em quatro dias. O Reino Unido vai experimentar a jornada de trabalho menor, neste próximo verão. Nos Estados Unidos o deputado democrata Mark Takano propôs um projeto de lei que reduz a semana de trabalho para 32 horas, com pagamento de horas extras, caso ultrapasse.

Analistas também veem com bons olhos a melhoria na qualidade de vida, resultando em pais mais sincronizados com os filhos e menos exaustos. No geral, quatro dias de trabalho e três dias de lazer parece ser mais equilibrado do que o modelo vigente de cinco e dois. Entretanto, nem todos os tipos de trabalhadores parecem que podem se adequar. Mas a ideia é que o mercado se adapte como puder.

O Japão também deve introduzir a semana de quatro dias. A empresa farmacêutica Shionogi já definiu que  vai aderir a semana de quatro dias nesta primavera. As empresas Yahoo do Japão e Mizuho Financial Group também introduziram uma semana voluntária de quatro dias. (Rosa Aguiar)

(Fonte: Terra, Swissinfo.ch)