E ressalta que papel do Estado é fundamental para o crescimento da agroindústria da cachaça

O presidente da Aspeca – Associação Paraibana dos Engenhos de Cachaça de Alambique da Paraíba, André Amaral Filho, esteve em audiência com o governador da Paraíba, João Azevedo, para entregar um documento de reivindicações dos produtores de cachaça no Estado. Intitulado “Programa de Fortalecimento dos Engenhos do Estado da Paraíba”, traz um panorama da importância da produção da cachaça na área econômica, cultural, patrimonial e social. Com 23 páginas, o Programa elenca uma série de iniciativas para dar impulso à cadeia produtora da cachaça, gerando muito mais divisas. Entre as reivindicações estão isenção de alguns impostos, incentivo ao desenvolvimento de novos produtos, inclusão em alguns programas do governo, como Empreender, apoio no marketing e divulgação, entre outros temas.

A cachaça é genuinamente brasileira, destilada a partir da cana-de-açúcar, sendo reconhecida mundialmente como um símbolo da cultura do Brasil. Possui uma rica história que remonta ao período colonial e é profundamente enraizada nas tradições e costumes tanto da Paraíba como do Brasil. Produzida em alambiques de cobre, a cachaça paraibana destaca-se pela sua diversidade de aromas e sabores, refletindo as peculiaridades de cada região produtora. Diversos produtores de várias regiões da Paraíba tem suas cachaças premiadas pela qualidade, em rankings nacionais e internacionais.
Segundo o presidente da Aspeca, André Amaral Filho “Fortalecer a agroindústria da cachaça de alambique vai além de valorizar um produto tipicamente brasileiro. Trata-se de uma estratégia crucial para a geração de emprego e renda em áreas rurais as quais sempre foram carentes de oportunidades de trabalho para a população local. A produção da cachaça envolve desde o cultivo da cana-de-açúcar até o processo de destilação, engarrafamento e comercialização, proporcionando oportunidades de trabalho para diversas famílias e contribuindo significativamente para a economia local.”
O documento “Programa de Fortalecimento dos Engenhos do Estado da Paraíba” enfatiza que “ Cada garrafa de cachaça conta uma história, resgatando técnicas ancestrais de produção e celebrando a grandiosidade cultural do estado. O fortalecimento desta indústria permite que estas tradições sejam mantidas e transmitidas para futuras gerações, valorizando, assim, a cultura e identidade paraibana”
Outro ponto de destaque é o potencial do turismo rural associado à produção de cachaça. As regiões produtoras podem se beneficiar com a criação de rotas etílicas, atraindo turistas interessados em conhecer os nossos processos de produção, degustar diferentes tipos de cachaça dos diversos engenhos paraibanos e vivenciar a cultura local. Esta modalidade de turismo contribui para o desenvolvimento sustentável das comunidades rurais, incentivando a preservação do meio ambiente e promovendo a integração social.
O documento da Aspeca afirma que “investir no fortalecimento da agroindústria da cachaça de alambique representa uma oportunidade de promover o desenvolvimento econômico, cultural e turístico de diversas regiões da Paraíba. A valorização deste patrimônio nacional pode transformar realidades locais, gerando prosperidade e consolidando a cachaça paraibana como um ícone da identidade da Paraíba, do nordeste brasileiro e pincipalmente representar o Brasil mundo a fora. O crescimento e reconhecimento da cachaça como patrimônio cultural e produto econômico de destaque na Paraíba depende significativamente da atuação do Estado em diversas frentes” O programa reivindica que o governo estadual atue na promoção e incentivo à produção e comercialização da cachaça, contribuindo para o fortalecimento desta agroindústria, e cita Minas Gerais na valorização da cachaça mineira, e o estado do Pernambuco para todo segmento da indústria de bebidas. Como um case de sucesso mundial, ressalta a tequila mexicana, no qual a atuação do Estado fez com que o setor mais do que triplicasse a produção e, principalmente, as exportações da bebida, gerando diversos empregos e trazendo receita para a nação.
O “Programa de Fortalecimento dos Engenhos do Estado da Paraíba” pede apoio do governo estadual no fortalecimento da produção para desenvolver novos produtos, aumentar a produtividade, além de melhorar as práticas de produção; apoio para melhorar a qualidade da cachaça paraibana, promovendo boas práticas de produção e incentivando a certificação dos produtos; a valorização da cachaça promovendo o produto paraibano de excelência; incentivo as práticas de produção sustentável e ambientalmente responsáveis; ações de inovação, tecnologia e pesquisa; formalização e legalidade com o combate a informalidade incentivando a legalização e a regularização dos produtores; acesso a novos mercados; isenção do Difal (diferencial de alíquota do ICMS); requalificar os engenhos, transformando-os em equipamentos turísticos; iar linhas de crédito para os engenhos com juros subsidiados em valor condizente com as necessidades do setor produtivo; estimular a instalação de empresas fabricantes de máquinas, equipamentos e insumos para o setor produtivo da cachaça.
André Amaral finaliza que “a influência do Estado é fundamental para a valorização da cachaça. Através de regulamentações, incentivos financeiros, promoção institucional, programas de educação e capacitação, e políticas de turismo e cultura, o governo pode criar um ambiente favorável para o crescimento e fortalecimento da indústria da cachaça. Estas ações não apenas beneficiam os produtores, mas também contribuem para o desenvolvimento econômico e social das regiões produtoras, preservando e promovendo um dos mais autênticos e valiosos patrimônios brasileiros.”







