Grupo retoma discussões sobre o Porto de Águas Profundas, na PB
Turismo

Grupo retoma discussões sobre o Porto de Águas Profundas, na PB

Objetivo é fazer o projeto decolar

Rosa Aguiar Rosa Aguiar
14/03/2020 12:24:58

O Complexo Industrial e Portuário da Paraíba, o tão debatido Porto de Águas Profundas, cujo projeto de concepção já está pronto há uma década, desde o governo de José Maranhão, e repousa desde então na Secretaria de Planejamento do Estado, volta a ser analisado, desta vez, com amplas perspectivas de sair do papel e virar uma realidade que vai modificar a economia local e regional, com a ampliação do mercado de trabalho, atração de novas empresas, geração de renda e projeção da Paraíba para outros mercados. Com uma estimativa de R$ 4,2 bilhões, a viabilidade do Complexo, que ocupará uma área de 10 mil hectares, e foi projetado para ser instalado no litoral Norte, no município de Mataraca, requer uma parceria público-privada em função dos altos investimentos.

 A retomada da discussão deste projeto começou no início deste ano, com reuniões capitaneadas, inicialmente, pela prefeitura de Mataraca, com apoio da Federação dos Municípios da Paraíba (Famup), e depois com a colaboração da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) e de empresas privadas de vários setores que utilizam portos de outros mercados para exportar seus produtos ou receber insumos e equipamentos. No último dia 09, aconteceu um debate na sede da Asplan, com a participação de representantes das bancadas federais da Paraíba. Pela Câmara Federal, participou o deputado Gervásio Maia, e pelo senado, o senador José Maranhão, além dos deputados estaduais Jeová Campos, Ranyere Paulino e Buba Germano, que junto com representantes de empresas privadas debateram a importância e necessidade de viabilizar esse projeto que, segundo explanações, não vai competir, nem comprometer o funcionamento do Porto de Cabedelo, mas ampliar as atividades portuárias na Paraíba, a exemplo do que já acontece em Pernambuco e no Ceará que têm dois portos atuando em plena sintonia.

A concepção do projeto conceitual custou R$ 10 milhões aos cofres públicos e agora precisa de uma parceria público-privada para ser executado. A empresa vencedora da licitação para concepção do projeto conceitual foi a DTA Engenharia, de São Paulo. Na época, a empresa estudou a viabilidade de instalação do Complexo nos municípios de Pitimbu, Lucena, Baia da Traição e Mataraca, esta última somou a maior parte de  pontos nos critérios técnicos de viabilidade (45 pontos) e tem as melhores condições de atingir a profundidade de 15 metros de calado. “Em Mataraca, com apenas 7,4 km, a gente chega a atingir 15 metros de calado. Nas demais localidades estudadas, teríamos que percorrer 11 km para atingir a mesma profundidade”, explicou o consultor técnico e engenheiro Newton Marinho Coelho, que fez a explanação do projeto nesta segunda-feira. Segundo ele, o Porto de Águas profundas terá capacidade para receber até oito navios de forma simultânea, com uma área de 2.120 metros de atracagem e não interferirá na fauna marinha, como aconteceu em Suape, onde os ataques de tubarão se proliferou após a instalação do porto.

O senador José Maranhão, que é apontado como o ‘pai da ideia’, já que foi em seu governo que o projeto foi concebido, disseque não se sente dono da iniciativa, mas tem orgulho de tê-la concebido. “O grande estadista e sociólogo Jose Américo de Almeida afirmava que que em administração ver bem não é ver tudo, mas ver bem o que os outros não vêm. Fazer um Porto de Águas Profundas sempre esteve na minha mente, pois me inspirei na capacidade dos orientais de sonharem com ideias grandiosas. E mesmo um estado pobre como a Paraíba, também tem direito de sonhar com grandes projetos. Porque o mundo deixou de ser aldeias isoladas para ser uma aldeia universal. E dentro desta realidade, há espaço para grandes projetos de desenvolvimento econômicos relacionados com a operação portuária”, disse o senador.
Uma das empresas privadas que tem especial interesse no Complexo é a Guaraves que exporta, atualmente, para oitos países de três continentes e tem um custo de logística alto em função de todas as operações serem via Porto de Suape, em PE. “Hoje nossa empresa exporta congelados de frango, com uma média de 150 toneladas/mês. Ano passado, nós exportamos 65 contêineres e queremos aumentar para 80 esse ano e uma estrutura dessa como o Complexo, próxima de nossa sede, fomentará novos projetos, inclusive a ampliação das exportações, em função da melhoria desta logística e consequente redução de custos, não apenas na exportação do frango, mas na importação dos insumos e equipamentos”, destacou o supervisor de Comércio Exterior, Moisés Pacelli, lembrando que a Guaraves foi, em 2019, a segunda maior empresa de movimentação de carga refrigerada do Porto de Suape em exportação.

 “É preciso que a Paraíba se una em torno deste projeto e que deixemos os discursos e promessas de lado para viabilizarmos tão importante equipamento”, disse o presidente da Asplan José Inácio de Morais. Para ele, é preciso que a Paraíba pense grande, para superar barreiras e abrir portas para novos negócios. “É preciso unir forças da iniciativa privada e do poder público para que esse empreendimento seja viabilizado. Isso será um divisor de águas em termos de progresso, geração de empregos, desenvolvimento e investimentos para nosso Estado”, reiterou José Inácio, lembrando que a Paraíba já perdeu muitos investimentos e mercado por causa da limitação do Porto de Cabedelo.

 

FONTE: News Comunicação

Rosa Aguiar
Rosa Aguiar
Jornalista
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